Cabo Verde, A Nação, Português

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Ailton Moreira, engenheiro e poeta cabo-verdiano, residente no Brasil, lançou na passada quinta-feira, “Incontido Ser(vo)”, o seu primeiro livro de contos, em Florianópolis, estado brasileiro de Santa Catarina, onde reside há quase 10 anos. A sua intenção é trazer este livro de contos e outros dois de poemas para serem conhecidos também em Cabo Verde.

Depois de “Pingu di Speransa” (2019) e “Lírios no Quintal Assombrado” (2021), ambos poesia, Ailton Moreira lança esta quinta-feira,18, a sua terceira obra literária: “Incontido Ser(vo)”, contos que, conforme adianta, retratam os desafios que os cabo-verdianos enfrentam “longe de casa”, além fronteiras.

Ao A NAÇÃO, este jovem natural da cidade da Praia, que cresceu na comunidade de Ribeirão de Cal, interior de São Domingos, revela que os contos do “Incontido Ser(vo)”, apesar de fictícios, têm seu cerne na realidade e acontecimentos que lhe tocaram nos últimos dois anos.

“É um livro que ambiciona nos tirar da nossa zona de (des)conforto, já que as reflexões nele trazidas vêm na dose certa para nos tirar da inércia dos tempos actuais, romper com a subserviência e a ‘mesmice’ e ser quem somos, sem barreiras e imposições de outros”, adianta o autor, que se diz bem acolhido no Brasil.  

Este livro, como diz também, é um reconhecimento e uma homenagem a algumas pessoas que lhe são caras. “Eu faço uma homenagem a mulheres que viviam da ciranda da areia nos arredores da capital, pois minha mãe foi uma delas. Então, parte do que sou hoje, de alguma forma, está conectada com aquela actividade muito penosa, ocupada especialmente por mulheres, fruto do êxodo rural”, especifica, referindo que “ao ler este livro, o leitor sairá com mais perguntas do que respostas, já que ele não tem fim em si mesmo”.

O salto “de poesia para contos”

Questionado sobre o salto “de poesia para contos”, Ailton explica que depois de duas obras poéticas sentiu a necessidade de retratar suas vivências tanto no Brasil como em Cabo Verde, de uma forma mais fluída e prosaica, sem se prender às estruturas e métricas de um poema. 

“Apesar disso, uma das tarefas mais difíceis da produção deste livro foi fazer o seu enquadramento enquanto género. Digo isto porque o livro tangencia diferentes géneros. Em alguns momentos a prosa poética, noutros a crónica… enfim. Para mim o género é apenas um detalhe”. 

Quanto ao seu contributo para a literatura cabo-verdiana, Ailton Moreira diz acreditar que, mesmo distante geograficamente, as suas obras mostram que o amor indelével pelas suas origens se mantém intacto. “É assim com todo o cabo-verdiano mundo a fora! Neste livro em particular, tentei retratar personagens que não costumam ganhar destaque nos livros actuais. A mulher do campo, o jovem do interior, que, apesar de pouco acesso ao mundo globalizado, busca incessantemente conquistar seu espaço no mundo”, exemplifica.

“Publicar em Cabo Verde ainda é algo elitizado”

O nosso entrevistado considera que “escrever e publicar em Cabo Verde ainda é algo elitizado, com poucos incentivos de órgãos públicos aos jovens escritores, o que limita muito nossa expansão tanto em nível nacional quanto internacional… infelizmente”. Contudo, acredita que “o momento é oportuno de jovens como eu tentarem romper essa bolha, conquistando leitores e incentivando a leitura mundo a fora”.

Depois do lançamento no Brasil, Incontido Ser(vo), que já se encontra disponível nas plataformas digitais, poderá ter o seu lançamento para breve, também, em Cabo Verde.

“A intenção é levar este e os outros livros publicados anteriormente para Cabo Verde o mais breve possível. Mas, como é de conhecimento de todos, o Brasil ainda permanece sem as ligações aéreas directas com Cabo Verde, o que dificulta levar minhas obras ao país que os inspirou”, explica.

Outro livro a caminho…

Quanto aos próximos projectos literários, o autor anuncia que tem mais um livro de poesia a caminho. “Depois destas duas aventuras em língua portuguesa, nos dois últimos livros, é o momento de voltar ao crioulo cabo-verdiano”, conta sem avançar mais detalhes.

Ailton Moreira, poeta e engenheiro, além de três livros a solo, participou da antologia “Versus na Kriolu” (2017) e organizou a primeira “Antologia Áfrika-Brasil: Versos Itinerantes” (Afrikanse, 2021).  









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